quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quem dorme pouco à noite pode engordar com mais facilidade

Médicos orientam que é preciso dormir de 6 a 8 horas por dia. Disciplina na alimentação também diminui o risco de desenvolver outras doenças.


Dormir poucas horas durante à noite provoca uma mudança no ritmo biológico e o resultado disso muitas vezes aparece na vontade descontrolada de comer no dia seguinte.
O estômago produz um hormônio chamado grelina. Ao cair na corrente sanguínea, a grelina manda a mensagem de fome para o cérebro. Assim que a gente começar a comer, o índice de grelina diminui e o estômago libera um outro hormônio que é chamado de xenina. É ele que manda para o cérebro a mensagem de que está na hora de parar de comer. Só que isso não funciona nas pessoas que ficam mais tempo acordadas à noite.
"A grelina sobe antes de comer, mas não cai depois da refeição, mantendo um discreto estímulo de fome para o cérebro. Ao mesmo tempo, aquele aumento esperado da xenina, que vai diminuir a vontade de comer, ele não ocorre”, explica Bruno Geloneze, endocrinologista da Unicamp.
As pessoas que dormem pouco também correm o risco de desenvolver a síndrome metabólica que deixa o organismo mais lento. "Facilita principalmente o aumento de gordura no tronco e no abdômen. Facilitam o aparecimento de alterações no colesterol, diabetes tipo 2 e hipertensão”, diz o endocrinologista.
A auxiliar de enfermagem Marta Sartori trabalha à noite em um hospital. Dorme apenas quatro horas por dia e tem uma alimentação desregrada. "Tem a janta que é um lanche. Depois durante a noite tem um lanche, e às vezes no final de semana a gente pede uma pizza, um pastel, um salgado", conta.
O resultado são os quilinhos a mais. Nem a cirurgia de redução de estômago resolveu o problema. "Emagreci bastante, quase 50 quilos, mas neste último ano já engordei 12 quilos”, afirma.

A primeira orientação é dormir mais: de 6 a 8 horas por dia. Os médicos alertam: apesar da correria é fundamental ter disciplina. "Estabelecer horários, fazer escolhas de alimentos com menor quantidade de calorias: frutas verduras, legumes. Ao disciplinar, nós estamos facilitando nossos mecanismos naturais de controle de fome e saciedade", explica o médico.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-hoje

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Professora do CCS recebe homenagem nesta quinta


Regina Rodrigues Bôtto Targino, do Departamento de Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde, receberá o título de Professora Emérita da UFPB. Doutora pela Universidade de Madri, com a tese "Representações Sociais da Didática", a homenageada tem livros publicados. Seus trabalhos contribuíram com o reconhecimento da Enfermagem no campo científico.

A homenagem ocorrerá nesta quinta-feira (24) no auditório Professor Milton Paiva, na Reitoria da UFPB, às 18 horas, e foi proposta pela também professora do Departamento de Enfermagem do CCS, Zoraide Margaret Bezerra Lins.

Sobre a homenageada

A professora Regina Rodriguez Bôtto Targino, casada com Itapuan Bôtto Targino, tem três filhos: Marielza, Estevam e Itapuan Filho.

Em 1º de Março de 1968 foi admitida para a Faculdade de Enfermagem da UFPB, habilitando-se como Professora de Enfermagem de Saúde Pública.

Realizou o Curso de Mestrado em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz, pela Escola Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde, na cidade do Rio de Janeiro.

Cursou Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar, tendo concluído em Maio de 1982. Realizou o Curso de Mestrado em Educação, ministrado pelo Centro de Educação da UFPB, tendo defendido dissertação sob o título; “Visão Sócio-Antropológica da Parteira Curiosa -dimensões política, educativa, terapêutica - rezas, ritos e ervas.” concluído em maio 1995 com distinção.

Concluiu doutorado em Filosofia e Didática na Universidad Nacional de Educación a Distancia (UNED), em Madri,  em 01 de Julho de 2002, defendendo a tese “Representações Sociais da Didática, construída por Professores e Alunos”, aprovada pelo Tribunal de Teses daquela instituição, por unanimidade, com nível “sobresaliente com Lauder”. Sendo esta sua trajetória de formação acadêmica.

Atividades Profissionais

Na trajetória de atuação de Regina Rodrigues, enquanto enfermeira e professora da UFPB, temos a destacar o seu desempenho e a realização de vários feitos que impulsionaram a Enfermagem da Paraíba no seu desenvolvimento, que muito contribuíram para a Enfermagem  Científica frente ao cenário estadual e nacional.

Foi Professora das disciplinas: Enfermagem de Saúde Pública, Administração de Serviços de Saúde Pública e Metodologia do Ensino Superior entre outras.

Na área administrativa, atuou como Chefe de Departamento durante os anos de 1976 a 1981. Foi pioneira na junta do Conselho Regional de Enfermagem. Recebeu do Ministério do Trabalho e do Conselho Federal de Enfermagem DIPLOMA DE INSTALAÇÂO, Resolução nº17 de 13 de novembro de 1975, registro nº 74 constante no livro 1 pag. 20 em 20/02/1976, reconhecendo como relevante serviço prestado a Enfermagem do Brasil.

Participou ativamente da transição do Hospital Universitário que funcionava na Santa Casa de Misericórdia Hospital Santa Isabel, para o Campus I, hoje Hospital Universitário Dr. Lauro Wanderley.

Participou da equipe do Projeto de Convênio visando a Cooperação Técnico- Científica da Enfermagem do navio HOPE ancorado em Natal – RN, pertencente aos Estados Unidos.

Assumiu o compromisso, mediante proposta aprovada pelo CONSEPE, Resolução nº. 04/77, pela qual foram criados, sob a forma de Internato, as Habilitações Enfermagem Médico - Cirúrgica, Enfermagem Obstétrica e Enfermagem de Saúde Pública.

Realizou, em parceria com o Ministério de Educação e Cultura e o Departamento de Assuntos Universitários (MEC/DAU), o primeiro Curso de Pós Graduação na área de Enfermagem, intitulado Metodologia do Ensino e da Assistência de Enfermagem, “sensu lato,” em 03/01/1977.

Participou da equipe que elaborou em 30/12/1977 o Projeto de criação do Curso de Mestrado em Enfermagem em Saúde Pública e Enfermagem Materna-Infantil, aprovado pela Resolução do Conselho Universitário nº 204/77 e que teve início em 02/05/1979. E do Projeto da Residência de Enfermagem Psiquiátrica, sob a forma de Curso de Especialização, conforme a Resolução nº 2/1978 do CONSEPE, iniciada em 01/01/1978.

Com apoio interno dos departamentos do CCS e das Instituições OPAS/ OMS/SE/FUSEP/FSESP/SENAC/FIOCRUZ/LBA/PMJP, implantou o PPREPS – Programa de Preparação de Recursos Humanos e Estratégia para Saúde, que originou o IDA – Integração Docente Assistencial. Fez parte da comissão criou o CRUTAC – Centro Rural de Treinamento de Ação Comunitária.

Participou da comissão do Projeto de  Convênio “Intercâmbio Técnico Científico e Cultural”   entre a UFPB e a Universidade de  Connecticut, USA, no ano de 1988.
Foi coordenadora da Coordenação de Programas de Extensão (COPREX) da Pró-reitoria de Extensão Comunitária da UFPB durante os anos 1987 a 1990.

Participou como Coordenadora da COPREX, do Projeto de Elaboração da Creche da UFPB, juntamente com a sua equipe de profissionais que atuava nesta coordenação.


Publicações

Tem publicações de artigos, em livros e revistas na área da saúde e educação dos quais se podem destacar:
- A didática e o Supervisor Escolar. 2004;
- A didática na linha do tempo. 2007; 
- Problematização dos Recursos Humanos para Saúde, em particular os de Enfermagem – Enfoque no Estado da Paraíba. 1997;  
- AIDS – Informações e Conhecimentos requeridos pela Comunidade Universitária. 1998;
- Inovações no Ensino de Enfermagem na Universidade Federal da Paraíba Possibilidades, Limitações e Expectativas. 1993;
- A Área de Enfermagem na Universidade Federal da Paraíba. Retrospectiva Histórica. 1988;
- Avaliação da Pós-Graduação da Enfermagem na Universidade Federal da Paraíba. 1998;
- O Projeto Político Pedagógico a partir de um Planejamento Participativo. 2009;
Além de outros livros publicados decorrentes de defesa de Dissertação e de Tese, respectivamente:
- Visão Sócio-Antropológica da Parteira Curiosa. Dimensões: Política, Educativa, terapêutica. – Rezas – Ritos – Ervas. Editora Cultura Médica.Rio de Janeiro, 1992;
- Representações Sociais da Didática. Editora IDEIA. João Pessoa - PB. 2008.
Fonte: 
Agência de Notícias da UFPB - Fernando Caldeira

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Menor esforço


Na contramão das mega-academias, espaços pequenos de malhação ganham mais adeptos.

Além de ter um personal trainer, muitos cariocas buscam também um "personal espaço". Assim podem ser chamadas as miniacademias de ginástica que estão abrindo pela cidade e, na contramão das mega-academias, ganhando alunos que primam pela exclusividade. É possível malhar sozinho (ou em grupos de até quatro pessoas) com o mesmo professor e, em alguns casos, até ouvindo a sua própria música. Para algumas pessoas, especialmente as que sofrem com problemas como dor na coluna ou no joelho, é uma forma de ter um acompanhamento mais apurado e evitar novas lesões. Para outros, uma solução para não perder tempo e entrar em forma mais rapidamente. No geral, esses estúdios têm aparelhos e acessórios similares aos das grandes academias, mas salas menores.
O Studio Phoenix Training é o mais novo a entrar para este grupo. O espaço de 175 metros quadrados dividido em dois andares foi inaugurado há três meses no Recreio. À frente do pequeno negócio, o professor de Educação Física Alexandre Veiga (CREF 026761-G/RJ) tem 60 alunos matriculados, muitos egressos de academias mais movimentadas. Ele mesmo atende todos individualmente ou em pequenas turmas, sempre com hora marcada.
— Por ter toda a atenção voltada para uma pessoa, uma hora de exercícios rende bem mais, porque dá para fazer um trabalho intenso, Como as pessoas estão sempre sem tempo, é uma grande vantagem — explica Alexandre.
O que mais atraiu a aluna Thayana Vieira, estudante que frequenta o lugar duas vezes por semana, foi poder fugir do burburinho das salas de musculação lotadíssimas.
— Não precisa entrar em filas para usar os equipamentos e não tem música alta — diz Thayana. — Além disso, pago menos do que quando pagava o personal mais a academia.
O custo de malhar num local como estes pode ser mesmo menor, para quem não abre mão de um personal, que cobra em torno de R$ 70, R$ 80 por dia — e a mensalidade numa academia grande não costuma sair por menos do que R$ 150.
No Studio Phoenix, por exemplo, o custo mensal é de R$ 200, com duas aulas por semana. Mas não é uma regra.
Na NB Fit, academia nesses moldes aberta em Ipanema há pouco mais de um ano, cada aula custa entre R$ 96 e R$ 120. Grande para os padrões, ela tem um salão de 270 metros quadrados, e só atende um aluno por professor. A publicitária Flavia Cetra conta que a idéia do negócio surgiu quando treinava com a supervisão do personal Guilherme Noira (CREF 018437-G/RJ). Os dois acabaram virando sócios e hoje têm uma equipe de 15 professores. Os alunos passam por uma avaliação de duas horas antes de Guilherme montar o programa de exercícios. Nos horários mais tranqüilos, pode-se escolher até a trilha sonora do lugar.
— É um público que foge daquela música alta comum nas mega-academias. Muita gente aqui prefere ouvir bossa nova enquanto malha — conta Guilherme.
Ipanema tem ainda outras academias nesse padrão, como o Studio Espaço Corpo, que ocupa 40 metros quadrados dentro de uma galeria, com mensalidades a partir de R$ 396.
Um dos primeiros lugares a investir num atendimento personalizado, porém, fica no Leblon. Fernando Rosenbaum (CREF 004412-G/RJ) usava um quarto no apartamento da mãe para atender seus alunos, até que ela se mudou para uma casa menor e ele resolveu alugar uma salinha para continuar o trabalho. Isso foi em 2004 e hoje ele conta com três salas, onde cobra, por mês, R$ 455 para duas vezes na semana e R$ 630 para três.
— Quem mais procura meu trabalho são pessoas que não conseguem ficar muito tempo na academia e acabam se sentindo mais motivadas num ambiente menor e com atendimento mais personalizado.

Fonte: CONFEF

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estudos mostram que passar horas malhando pode até engordar

Se já é chato perceber que as longas horas passadas na academia não consumiram um grama do seu peso, descobrir que o treino pode engordar é péssimo.
A pior hipótese foi comprovada na Universidade de South Wales, na Austrália. O estudo conduzido pelo médico Steve Boutcher, do programa de pesquisas em exercícios, comparou dois grupos de 45 mulheres com 20 anos e um pouco acima do peso.
As do grupo que fez um treino curto (20 minutos) de alta intensidade na bicicleta perderam em média 2,5 quilos em 15 semanas. As que treinaram por 40 minutos, pedalando em velocidade regular e contínua, ganharam 500 gramas no período.
Outro trabalho, da Universidade do Oeste da Escócia, comparou os resultados obtidos com o treino curto intenso e o tradicional, longo e moderado, em 57 adolescentes, concluindo que o segundo leva sete vezes mais tempo para reduzir a gordura.
Para ter uma amostra maior, pesquisadores do Waikato Institute of Technology e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, juntaram 22 estudos sobre o tema. O levantamento mostrou que a perda de gordura é até duas vezes maior na atividade de alta intensidade feita por curtos períodos.
Há dois anos, o advogado Sergio José dos Santos, 38, combinou boca fechada com treinos curtos e intensos para perder 20 dos 106 quilos que tinha na época. Atingiu seu objetivo.
Já mais magro, o advogado mudou a maneira de malhar: começou a passar várias horas na academia, fazendo exercícios menos puxados de forma contínua, por um tempo maior.
"Eu gostava, saía muito disposto. Mas comecei a ganhar peso de novo. Parece que você se acostuma com o exercício, e o organismo estoca gordura de qualquer coisa que você come", diz ele, que há 20 dias voltou aos treinos de menor duração e maior intensidade. "Já estou emagrecendo", afirma.
A malhação mais longa e moderada pode ser engordativa porque deixa a pessoa com muito mais fome quando acaba de treinar, levando-a a exagerar na comida sem perceber.
MAIS FOME
Cientistas da Universidade de Munique sugerem que a culpa é do aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, que desperta a sensação de fome no cérebro. Eles identificaram que a secreção desse hormônio aumenta bastante na atividade de longa duração. Nos treinos curtos, os níveis de grelina permanecem estáveis: aquela vontade de enfiar o pé na jaca não é despertada depois do exercício.
"O treino intervalado de alta intensidade queima muito mais gordura do que ficar horas na esteira em atividade moderada", diz o professor de educação física Carlos Klein [CREF 063571-G/SP], da consultoria Movimente-se, de São Paulo.
Treino o quê? Intervalado, porque combina o exercício feito por alguns segundos quase no limite da capacidade máxima da pessoa (um "tiro" de corrida, por exemplo), seguido de descanso por mais ou menos o dobro de tempo.
Na pesquisa neozelandeza, foram pedaladas rapidíssimas por oito segundos, seguidas de 12 segundos de descanso.
A disputa para definir qual tipo de treino queima mais gordura não é nova. Até pouco tempo, a conclusão era a oposta: ficar mais tempo se exercitando em intensidade moderada era o canal para emagrecer.
Isso porque, como a gordura é fonte de energia lenta, seria preciso treinar mais e em menor intensidade para usá-la como combustível.
Na atividade de alta intensidade, a gordura também é mobilizada, só que em menor proporção comparada aos carboidratos. Mesmo assim, o gasto total é maior, diz Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP.
A estratégia para treinar quase à exaustão é intercalar atividade e descanso. "Ninguém aguenta muito tempo", diz Saturno de Souza, diretor-técnico da Bio Ritmo.
A vantagem é que, assim, a queima de gordura continua por mais tempo no pós-exercício, segundo Guiselini.
"Para perder um quilo você precisa gastar 7.000 calorias a mais do que as consumidas", diz o médico Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.
"O aluno come bolo de chocolate com chantili, mas o prejuízo não se paga em duas horas de esteira."
Um erro clássico é fazer horas de aeróbico, nada de musculação e eliminar carboidratos da dieta. "Aí o corpo usa proteína como fonte de energia e perde massa muscular. Qualquer carboidrato ingerido será transformado em gordura", diz Guiselini.
Leite de Barros diz que o treino intervalado e intenso é menos monótono do que o "devagar e sempre".
Outra vantagem, para o ator Gustavo Fernandes, 34, são os resultados. "Passar horas na academia não funcionou para mim." Há nove meses, faz o treino curto e focado, três vezes por semana. "Estou quase no peso."
O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, tem experiência semelhante. "Eu treinava cinco vezes por semana, ficava uma hora na esteira. Agora, faço aeróbico de 20 minutos e perco muito mais calorias."
Muito bom, mas se esse treino emagrece mais, também machuca mais: aumenta o risco de tendinite, lesão articular, inflamações. "Na velocidade, é mais comum a pessoa fazer o exercício na postura errada, prejudicando toda a organização do corpo", alerta Leite de Barros.

Fonte: CONFEF

domingo, 28 de agosto de 2011

No limite do saudável: excesso de exercícios pode causar sérias lesões

Metas inatingíveis e obsessão pela forma física podem trazer problemas. Aprenda a fugir desta cilada

O primeiro maratonista de quem se tem notícia morreu ao cruzar a linha de chegada. Diz a lenda que lá pelos anos 490 a.C, os persas foram vencidos pelos gregos na Primeira Guerra Médica. Encarregado de levar a boa notícia da planície da Marathónas até a cidade de Atenas, Filípedes correu cerca de 42 km. Ao chegar ao seu destino, teve tempo apenas de anunciar a vitória e caiu morto pelo esforço.

A crença que teria dado origem à maratona como competição olímpica pode ser um dos mais antigos relatos de morte súbita em atleta. A morte repentina e as lesões em competidores foram discutidas no 1° Congresso Brasileiro de Artroscopia e Traumatologia do Esporte em Gramado, no último dia 18. De acordo com pesquisas internacionais, a principal causa de morte relacionada ao exercício em indivíduos com menos de 35 anos é a miocardiopatia hipertrófica (doença que engrossa parte do músculo do coração). Uma em cada 500 pessoas teria alguma variação que potencializa o gene para essa enfermidade, mas apenas um percentual pequeno delas vai estar de fato sob risco. Já no indivíduo com mais de 35 anos, é a aterosclerose (gordura que obstrui as artérias do coração) a principal causa de morte súbita, explica o cardiologista e especialista em Medicina do Exercício Ricardo Stein.

— A morte súbita do atleta é rara,mas tem um imenso impacto social porque a pessoa é famosa e porque eram sinônimo de saúde – destaca Jorge Pinto Ribeiro, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos deVento e doutor em fisiologia do exercício.

Em tempos de abolição do sedentarismo,é até estranho mostrar fatores contrários à prática de exercícios físicos. Mas os extremos são igualmente perigosos. O cardiologista Jorge Pinto Ribeiro explica, que como regra, uma sociedade mais ativa tem mais saúde e consegue-se reduzir uma série de doenças, como hipertensão e diabetes. Na outra ponta, estão aqueles que abusam do que o corpo pode oferecer.

— Os carros mais caros do mundo são os de fórmula 1, e eles vão para conserto todos os dias. Fazendo uma analogia com alguém que trabalhe no limite do desempenho, mesmo que se faça um investimento alto, tende a quebrar — detalha Ribeiro.

Nessas condições, a velha suspeita de que o jovem estaria mais protegido cairia por terra. Para o cardiologista Nabil Ghorayeb, coordenador do Sport Checkup HCor (Hospital do Coração), fazer atividade física requer cautela, independente da faixa etária:

— Esporte não mata, o que mata são as doenças não diagnosticadas ou não valorizadas. Há mais riscos no cenário do alto desempenho. Quem participa de competições deve fazer três coisas: entrevista médica, exame físico e um eletrocardiograma de repouso.

Incerto sobre até onde a máquina humana pode chegar, o traumatologista do esporte Luis Roberto Marczyk recomenda o inverso da competição: a prática de esportes apenas de forma recreativa.

Já o preparador físico Mario Sergio Andrade Silva, um dos principais treinadores de corrida do país, já colocou seu corpo próximo a limites perigosos. Com o tempo,passou a respeitar os sinais de fadiga.

— Os amadores querem ter uma postura de atleta profissional, levar o corpo ao limite, sem a estrutura que o profissional tem. Não existe uma microcâmera dentro do corpo mostrando como o esforço desgasta a médio prazo.O que sabe é que mais gente chega aos 50 anos totalmente arrebentado — avalia Silva.

Ricardo Stein diz que exigir alta performance o tempo todo do organismo não é salutar.

— Em muitas modalidades, o ser humano já chegou próximo do seu limite. A partir de agora é a tecnologia que vai fazer com que sejam alcançadas marcas mais impressionantes ainda — pontua o médico.

Exageros revelam falta de sentido na vida

O prazer proporcionado pelo exercício físico tende a ser viciante. A psicóloga Roberta Lobato, especialista em psicologia do esporte e hospitalar, explica que pessoas ansiosas ou depressivas tendem a colocar toda a sua disposição no esporte como forma de fuga:

— Geralmente, dão muita importância para o corpo. Para alguns é a única forma de prazer — analisa.

Alessandra Bueno, 36 anos, quase embarcou nessa. Dos 16 aos 18 anos, era atleta de caratê. Em 1994, teve uma séria lesão no joelho e precisou colocar pinos para fortalecer os ligamentos. Depois de um ano de fisioterapia, ao tentar retomar os treinos, se decepcionou.

— Poderia ter tido paciência e voltado aos poucos - lembra Alessandra, que passou a fazer ioga e hoje faz dança flamenca.

Alguns reflexos da alta performance

Alpinismo — possibilidades de queda, ferimentos generalizados, cegueira, congelamento e perda dos dedos das mãos e dos pés. Há riscos também de desenvolver problemas respiratórios e congelamento pulmonar pela respiração do pó de gelo, além de falta de oxigenação do cérebro por causa do ar rarefeito.

Boxe — constantes golpes na cabeça podem ocasionar deslocamentos do cérebro, microtraumas de repetição e deixar o lutador com sequelas. Há, ainda, mais chances de desenvolver o Mal de Parkinson.

Corrida de aventura — envolve trecking, caiaque, escalada e mountain bike, podendo ser individual ou em equipe. As provas duram entre cinco e seis dias, nos quais o atleta não dorme e ainda tem que carregar seu kit de alimentação e primeiros socorros. Causa desorientação e fadiga física extrema, perda de unhas e da pele das solas dos pés, além do aumento do volume do coração.

Endurance — em esportes de longa duração, como triathlon e ultramaratonas, leva-se o corpo a extremos e sua recuperação é demorada. Após o término da prova, fica-se vulnerável a lesões e doenças devido à baixa imunidade do corpo, gerada pelo extremo esforço físico. O que causa o desgaste não são as distâncias da competição, mas os exaustivos e longos treinamentos. Atletas são reanimados com soro na veia. Há ainda envelhecimento precoce da pele, por causa da grande desidratação.

Fisiculturismo — prática esportiva onde a alimentação e a suplementação não são suficientes para o ganho da massa muscular desejada, direcionando os atletas para medicamentos de uso veterinário, causando desde a perda de membros e distúrbios mentais até a morte. O fisiculturista busca o aperfeiçoamento do físico, mas não tem resistência muscular e aeróbica, assim tem a expectativa de vida encurtada. O excesso de substâncias químicas que injeta também podem prejudicar o funcionamento do fígado e dos rins.

Sinais de alerta (Overtraining - excesso de treinamento/exercícios)
O overtraining pode causar um ou mais dos sintomas abaixo:
:: Constantes lesões
:: Falta de apetite
:: Cansaço anormal
:: Irritabilidade
:: Falta de ânimo
:: Perda de força
:: Resfriados frequentes
:: Dores de cabeça
:: Insônia
:: Tremor nas mãos
:: Depressão
:: Ansiedade
Fonte: Zero Hora

sábado, 30 de julho de 2011

BRASIL É O 2º PAÍS DO MUNDO EM NÚMERO DE ACADEMIA DE GINÁSTICA

Uma pesquisa do Instituto Data Popular aponta que em 10 anos, o número de academias aumentou 21 vezes. Em 2000, o Brasil possuía 797 academias e de acordo com informações coletadas no último levantamento feito pelo Conselho Federal de Educação Física em 2010, existem mais de 16 mil estabelecimentos em todo o País. Santa Catarina está na vice-liderança com cerca de 1.788 academias registradas. O Estado apenas perde para São Paulo, que registra mais de 6.400 estabelecimentos.
População mais consciente
De acordo com a pesquisa, cerca de 7,7 milhões de brasileiros (82%) da classe C acreditam que é importante estar em forma e 4,2 milhões (52%) praticam atividades físicas em uma academia de ginástica. A classe emergente representa mais da metade dos brasileiros que praticam atividades físicas pelo menos uma vez por semana.
Na alta renda (A/B) e na nova classe média brasileira, é possível notar uma predominância de mulheres, (51%), com a diferença máxima de dois pontos porcentuais em relação aos homens (49%).
Dos estimados 79 milhões de brasileiros que declaram ter interesse por esportes em geral, mais da metade pertence à nova classe média (54,2%). Entre as pessoas que praticam esportes em equipe, 42% estão na classe C e 44% na classe D/E.
Já os esportes individuais têm uma maior participação da classe A/B. Quase a metade dos emergentes (49%) sempre procura uma forma de emagrecer, seja através de dietas, exercícios ou medicamentos.
Fonte: CREF10

sexta-feira, 8 de julho de 2011

EXERCÍCIOS FÍSICOS EXIGEM CUIDADOS ESPECIAIS NO INVERNO

Foto: Arivaldo Chaves/Agência RBS

Especialistas dão dicas para praticar atividades físicas no frio

Durante a estação mais fria do ano, o nosso organismo passa por algumas modificações: pela necessidade de manter a temperatura do corpo nos níveis normais, a atividade metabólica e o gasto calórico aumentam, fazendo com que o corpo gaste mais energia mesmo em repouso. Porém, isso não é motivo para deixar de se exercitar.
— O frio não deve ser um obstáculo na rotina de treinos, apesar da dificuldade de iniciar a atividade e tendência de se exagerar nos alimentos calóricos e gordurosos no inverno. Manter a balança energética estável e estabelecer um equilíbrio corporal auxiliam na prática de uma atividade física mais saudável — explica o fisiologista Diego Leite de Barros.
Para manter a prática de exercícios nesta época, quando o ar frio e seco pode prejudicar as vias respiratórias, é preciso seguir algumas recomendações na hora da atividade física.
— O corpo sofre com as baixas temperaturas e com a vasoconstrição periférica, mecanismo que favorece a concentração de sangue nas regiões mais centrais do corpo, deixando as extremidades frias. Para que o organismo não sofra no momento do treino, é necessário um aquecimento prévio, com movimentos leves que facilitem a adaptação do metabolismo — explica.
É evidente que o aquecimento também deve ser realizado quando está mais quente, contudo, no inverno, ele merece mais atenção.
— Para os que realizam corridas e caminhadas, o aquecimento ideal começa de forma leve e sua intensidade deve ser elevada gradativamente. Já os praticantes de exercícios na academia podem começar com um breve aquecimento na esteira ou bicicleta e seguir movimentos articulares com pouca ou nenhuma carga antes de começar o treino habitual — recomenda Diego.
De acordo com o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb, é bom evitar as baixas temperaturas e o vento frio.
— Recomendamos, além do aquecimento muscular, a respiração nasal e o uso de vestimentas adequadas para se proteger da perda rápida de calor — afirma.

Confira dicas importantes para praticar exercícios no inverno:

:: Capriche no aquecimento;

:: Respire pelo nariz;

:: Proteja as mãos, os pés e o rosto;

:: Hidrate-se: o corpo precisa de bastante líquido também no frio;

:: Ingira líquidos aquecidos principalmente depois da atividade.

Fonte: Zero Hora