quinta-feira, 3 de março de 2011

Exercícios diminuem em três vezes os casos de câncer de intestino


Exercícios estimulam o sistema imunológico, reduzem inflamações baixa níveis de insulina.

Um estudo publicado nesta quarta-feira pelo British Journal of Cancer revela que pessoas que não fazem exercício sofrem mais risco de desenvolver câncer de intestino. O estudo, baseado em 20 pesquisas sobre o câncer, concluiu que pessoas muito ativas têm até três vezes menos probabilidades de desenvolver pólipos no intestino, que são possíveis precursores do câncer.
— Há tempo sabemos que um estilo de vida ativo pode proteger contra o câncer de intestino, mas este é o primeiro estudo (...) que mostra que uma redução do número de pólipos é a explicação mais plausível — destaca Kathleen Wolin, da Faculdade de Medicina da Universidade Washington de St Louis (Missouri).
— O exercício tem muitos benefícios: estimula o sistema imunológico, reduz a inflamação do intestino e ajuda a baixar os níveis de insulina, todos fatores que podem influenciar no risco de desenvolver pólipos — afirma Wolin.
A Cancer Research UK, ONG que publica o British Journal of Cancer, destaca que não é preciso exercício intenso para limitar os riscos.
— Apenas meia hora de exercício moderado por dia e manter um peso razoável — são suficientes.

Fonte: Zero Hora

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Especialistas ensinam os três truques que vão garantir os resultados desejados na academia

Ganho de massa muscular ocorre no período de descanso, ao contrário do que muitos pensam

Que fazer exercícios físicos é bom para a saúde e que evita diversos problemas futuros, todo mundo sabe. Mas muitas pessoas estão, antes de mais nada, atrás dos resultados estéticos que a malhação diária traz ao corpo. Segundo as irmãs Luciana e Andréia Presa, sócias-proprietárias da Academia Atitude, que fica na zona sul da Capital, para atingir os resultados esperados há três variantes que devem ser observadas.
— As principais variáveis que determinam o sucesso do treinamento são: o treino propriamente dito, o descanso e a alimentação — explica Luciana.
Além destes fatores, a característica biológica de cada indivíduo é muito importante para determinar o resultado do treinamento. Cada pessoa possui características fisiológicas diferentes, como tipos de fibras musculares predominantes e também aspectos hormonais. Tudo isso, conforme a especialista, também está associado a fatores externos, como carga horária de trabalho, horas de sono e tempo disponível para a realização do treinamento.
Luciana ressalta, no entanto, que, para chegar ao ponto desejado, é fundamental respeitar os limites do corpo, pois o erro mais comum no início da prática de exercícios físicos é a pressa em alcançar os objetivos.
— A ilusão de atingir metas impossíveis em um curto espaço de tempo desmotiva muita gente. O exercício físico de qualquer tipo só proporciona resultados satisfatórios após algum tempo e muita dedicação — aconselha.


:: Treino
Andréia explica que o tipo de treino e de modalidade pelo qual se opta precisa estar ligado ao resultado que se quer atingir. Uma vez que esta opção é feita, é essencial que se siga as instruções do professor e que não seja feita a troca da ordem dos treinos por conta própria, por exemplo.
— Na maioria das vezes o treinamento é dividido em grupos musculares para não repetirmos e sobrecarregarmos a musculatura. Quando não respeitamos este tempo podemos causar lesões sérias na musculatura sem contar que o músculo sem descanso não cresce — afirma.
Para a professora de educação física, nem sempre o uso de pesos muito elevados é o meio mais eficaz par atingir os resultados pretendidos.
— Podemos, por exemplo, aumentar o número de séries, alterar a velocidade de execução dos movimentos, revisar os períodos de recuperação entre os exercícios, modificar a sequência muscular trabalhada, entre outras possibilidades — revela.
A especialista lembra que é obrigação do profissional que acompanha o aluno respeitar todas as fases de treinamento, desde a adaptação muscular até uma fase mais avançada de hipertrofia.
— Para ocorrer esta adaptação de fases chegando ao treino de ganho de massa muscular propriamente dito o professor deve sempre inovar o treino, para que assim nosso corpo não se "acomode". O tempo ideal dessas trocas de programas de exercícios, no entanto, varia de acordo com a necessidade de cada aluno observando sempre sua evolução no atual programa — destaca.
Andréia revela que uma dúvida frequente dos frequentadores da academia é a respeito do melhor horário para malhar. Segundo ela, não há uma receita universal. O ideal é avaliar cada caso particularmente.
— O melhor horário para treinar é quando você estiver mais acordado e com os níveis de energia altos. Ao acordar os níveis de cortisol estão altíssimos, e o glicogênio baixo, o que não acontece a tarde, melhor período para fazer tais atividades, pois você já fez mais de três refeições e os níveis de cortisol estão devidamente controlados e o potencial energético está no pico — diz.
— Caso não tenha jeito, e você tenha que treinar de manhã ou seja, poucas horas após acordar, é vital uma refeição grande antes do treino, rica em carboidratos tanto de baixo, como alto índice glicêmico e é claro, proteína. Caso o treino seja a noite, evite que seja de duas ou três horas antes de dormir — completa.


:: Descanso
Luciana ressalta que o ganho de massa muscular ocorre justamente durante o descanso, ao contrário do que muitos pensam. E, por este motivo, ele é tão importante.
— Durante o treinamento com sobrecarga, começamos o processo de definição, estressando nossa musculatura, causando microlesões nas fibra. Essas microrupturas, são seguidas de uma reparação tecidual. E é no repouso que ocorrem as reações fisiológicas responsáveis pelo crescimento muscular.
A sócia da Academia Atitude revela, no entanto, que o intervalo de tempo adequado para a recuperação do organismo depende de cada praticante e do funcionamento do seu metabolismo.
O mais importante, conforme Luciana, é estar atento ao seu corpo e perceber se esse intervalo que está sendo dado é suficiente ou não.
— Se você anda desanimado, com muita fadiga muscular, sem força para treinar, tem que rever com seu professor o tempo de descanso que está usando no seu treinamento, talvez você esteja passando por um excesso de treinamento (overtrainning), que fará com que você não ganhe massa muscular e ainda corra o risco de ter algum tipo de lesão — alerta.


:: Alimentação
Andréia destaca que, para auxiliar processo de ganho de massa muscular durante o descanso é fundamental fazer uso de uma alimentação adequada.
— Com esse dois elementos associados, ocorre uma supercompensação de síntese protéica dentro da célula muscular resultando em uma cadeia de efeitos e alterações hormonais responsáveis pela hipertrofia muscular — explica.
Segundo ela, não há necessidade de usar suplemento alimentar para ganhar massa muscular, desde que sua alimentação supra todas as suas necessidades de nutrientes diários e nos momentos oportunos.
— O diferencial dos suplementos é tornar nossa vida mais prática, além de permitir uma nutrição adequada em horários nos quais a alimentação sólida seria inviável — destaca.
Andréia lembra que é consenso na comunidade científica que imediatamente após o treino, nosso organismo necessita de proteínas e carboidratos para acelerar o processo recuperativo.
— O ideal seria que antes de optar por introduzir um suplemento em sua dieta, o indivíduo procurasse os serviços de um nutricionista esportivo. Este profissional irá ajustar a suplementação adequada de acordo com as características e objetivos de cada pessoa. Desta forma, os resultados seriam otimizados, não ocorrendo perda de tempo nem dinheiro — aconselha.
Confira os principais grupos de alimentos que devem fazer parte da dieta de quem pratica exercícios, conforme Luciana e Andréia:
— Proteínas: Opte, especialmente, pelo frango e pelo peixe pois eles têm baixo teor de gordura.
— Carboidratos: são fundamentais pois fornecem a principal fonte de energia para o nosso corpo. Eles são encontrados em alimentos como arroz, pães e massas integrais.
— Gorduras: são boas isolantes para certas partes do corpo como o coração e os pulmões, bem como para gerar energia. Azeite e óleo de linhaça são boas gorduras insaturadas. Para reconhecer esse tipo de gordura é só lembrar que elas ficam líquidas quando estão à temperatura ambiente.
— Legumes: ricos em vitaminas e minerais, proporcionam melhor desempenho nos exercícios físicos.
— Frutas: ótima opções a qualquer momento. No entanto, é aconselhável ter moderação pois elas têm uma certa quantidade de açúcar que em excesso pode diminuir seus benefícios.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Depressão, ansiedade e estresse podem estar na origem da má postura


Foto: Flávio Neves

Cada vez mais pessoas sofrem de dor nas costas por conta de hábitos inadequados

As dores na coluna não são decorrentes apenas dos hábitos posturais ou do sedentarismo, como muitos acreditam. Segundo os fisioterapeutas Mauro Pedroni e Vidigal Afonso Gasparini, elas também surgem a partir de causas multifatoriais. Alguns problemas emocionais como, por exemplo, depressão, ansiedade e estresse.
— Essa atitude pode estar associada à tentativa involuntária de proteger-se, sustentar-se ou defender-se de algo — explica Pedroni diretor da FisioClínica Londrina, no Paraná.
Gasparini ressalta ainda que as atividades de vida diárias (AVDs) também podem estar associadas à má postura, como a maneira de se sentar, de se deitar e dormir em colchões inadequados ao peso corpóreo, de carregar peso, dirigir um automóvel e à prática de exercícios físicos inadequados.
Os problemas causados pela má postura corporal são muitos. Dentre eles, está a algia da coluna vertebral, que é conhecida como dor nas costas e temida por todo mundo. De acordo com a Organização Mundial de saúde (OMS), 85% da população mundial sofrem de dores na coluna.
Para ter uma boa postura corporal é necessária a manutenção de três curvaturas normais da coluna: a coluna cervical (região do pescoço), a coluna dorsal (no meio das costas, região torácica) e a coluna lombar (área mais baixa, próxima ao quadril).
Na maioria dos casos, as alterações posturais ainda na infância predispõem problemas na vida adulta. Para evitar que isso aconteça, é importante que haja uma intervenção dos pais na reeducação de hábitos inadequados das crianças, como o transporte de carga excessiva de material escolar em mochilas, ou a prática de esportes sem orientações de um profissional.
Já no adulto jovem, as algias da coluna estão relacionadas a posturas inadequadas, quedas, acidentes, obesidade e problemas congênitos (escolioses). Na mulher, os desconfortos na coluna são mais acentuados no período da gestação e menopausa. Na velhice, as quedas, a artrose e a osteoporose (redução da massa óssea) são as principais causas.
Segundo os especialistas, para ajudar a solucionar tais problemas, surgiu a podoposturologia, uma técnica francesa da área da fisioterapia que tem como objetivo reeducar e realinhar a estrutura do corpo através de exames especializados que geram a prescrição de palmilhas proprioceptivas, que podem ser usadas tanto na prevenção como na cura dos problemas. A técnica corrige vícios posturais decorrentes dos desequilíbrios que comprometem a saúde tanto de atletas quanto de pessoas sedentárias.
As palmilhas são confeccionadas por materiais usados em calçados esportivos de última geração e que propicia sensação de conforto e bem estar.
— Na maioria dos casos, o uso das palmilhas é periódico. Há problemas que são solucionados entre 45 dias a seis meses, outros em um, dois ou três anos. Em apenas cerca de 30% dos casos, o uso de palmilhas é necessário de forma continuada — declara Pedroni.
— Após a reorganização postural, o paciente deve estabelecer uma rotina no seu dia a dia, percebendo e reeducando seus hábitos posturais nas atividades diárias — complementa Gasparini.

Fonte: Zero Hora

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Obesidade em homens aumenta em 75% risco de ataque cardíaco, aponta estudo

Foto: Stock Photos

Aumento de doenças cardiovasculares ocorre independente de outros fatores de risco

Estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Cardivascular da Universidade de Glasgow, na Inglaterra, revelou que a obesidade nos homens aumenta em 75% o risco de ataque cardíaco, independente de terem ou não outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
O estudo, que foi publicado na Revista científica Heart, acompanhou durante 15 anos 6.082 pacientes do sexo masculino que foram diagnosticados com colesterol alto, mas que não tinham histórico de doença cardíaca ou diabetes.
Durante o período do estudo, os pesquisadores observaram 214 mortes causadas por doenças cardíacas e 1.027 pacientes que sofreram ataque cardíaco e/ou acidentes vasculares que não resultaram em morte. Mesmo após a exclusão de variáveis relevantes, como idade e histórico de tabagismo, o risco de morte entre os homens obesos, com o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 39,9, era 75% superior comparado a homens não obesos.
— Muitos pacientes ficam preocupados somente com os fatores de risco, como o diabetes e a hipertensão, porém esse estudo comprova que o grande problema para a saúde do coração é a obesidade. Os fatores de risco também são complicações que merecem atenção médica, mas temos que considerar em primeiro lugar a prevenção e o tratamento da obesidade, que é responsável pelo desenvolvimento das demais doenças — destaca o cirurgião especialista em obesidade Roberto Rizzi.
A obesidade causa a expansão do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo, comprometendo a função cardíaca. O átrio esquerdo é responsável por receber o sangue rico em oxigênio dos pulmões e enviá-lo para o ventrículo esquerdo, que bombeia esse sangue para o corpo.
— Temos vários estudos científicos que comprovam os danos que a obesidade causa para a saúde do coração. O alargamento do átrio esquerdo aumenta o risco de arritmia cardíaca e fibrilação atrial. A alteração no ventrículo esquerdo faz com que o coração utilize mais força para conseguir bombear o sangue, podendo causar insuficiência cardíaca. Ou seja, é mais uma constatação de que o excesso de peso é bastante nocivo para o coração — diz Rizzi.
A obesidade afeta 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, ou seja, 9,8% dos homens do mundo e 13,8% das mulheres. No planeta, 1,46 bilhão de adultos registram sobrepeso.
No Brasil, o problema atinge cerca de metade dos adultos em todas as regiões do país, com destaque para o Sul (56,8% dos homens e 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4% dos homens e 48,5% das mulheres).
— A obesidade também é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo. A obesidade está ligada ao desenvolvimento de 29% dos casos de câncer de útero nas mulheres e 20% dos tumores de esôfago entre os homens — alerta Rizzi.
O levantamento do IBGE revelou ainda que a população de 20 anos ou mais, o sobrepeso no sexo masculino saltou de 18,5% em 1974/1975 para 50,1% em 2008/2009. No sexo feminino, o avanço foi menos intenso, e o número saltou de 28,7% para 48% no mesmo período.
— A mudança de hábito é a grande culpada por esses números alarmantes que não param de crescer. Precisamos dedicar mais recursos para a prevenção da obesidade no país, ou em pouco tempo estaremos igual aos EUA em número de obesos — conclui o médico.

Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Dietas emergenciais são as principais vilãs do efeito sanfona

Consumir poucas calorias obriga o organismo a utilizar outras fontes de energia para poder manter funções vitais

Dieta da banana, dos carboidratos, do limão, da lua, da sopa, disso ou daquilo. São tantas receitas diferentes que prometem resultados milagrosos em pouco tempo que não é possível quantificá-las. Segundo o nutrólogo Maximo Asinelli, elas são chamadas de dietas emergenciais, os seja, são programas alimentares com baixas calorias e que restringem determinados alimentos e grupos alimentares.
— Geralmente elas duram apenas alguns dias e não devem ser prolongadas por mais tempo devido à baixa quantidade de calorias que devem ser ingeridas — explica.
O especialista revela que uma das principais desvantagens desse tipo de dieta é o efeito sanfona. Ele é inevitável já que ninguém consegue manter uma alimentação restritiva por muito tempo.
— Por isso a maioria das pessoas que recorrem a este tipo de dieta para emagrecer recupera o peso perdido rapidamente. É bom lembrar que o efeito sanfona prejudica muito o organismo, pois compromete o sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível a infecções — esclarece o nutrólogo.
Segundo Asinelli, ao restringir muitos alimentos e consumir poucas calorias este tipo de dieta obriga o organismo a utilizar outras fontes de energia para poder manter ativas as suas funções vitais, como as gorduras acumuladas.
— Por isso, se uma dieta emergencial for seguida a risca ela realmente vai auxiliar na perda de peso, mas por outro lado prejudica o organismo e não traz benefícios a longo prazo — alerta o médico.
Fazer uma mudança radical nos hábitos alimentares de uma hora para outra não é saudável. Restringir alimentos faz com que a quantidade e a qualidade dos nutrientes fornecidos não seja o suficiente para a manutenção do organismo.
— Nenhum grupo alimentar deve ser abolido do cardápio, seja ele carboidratos, gorduras ou proteínas. Todos eles juntos são fundamentais para a manutenção do organismo — ressalta.
Quem quer emagrecer com saúde deve procurar um especialista e fazer uma reeducação alimentar.
— Ao aprender a se alimentar bem, o indivíduo emagrece sem passar fome e ainda fortalece o sistema imunológico. Com força de vontade e disciplina, os resultados são mantidos por longos prazos, desde que não haja exageros. Praticar exercícios físicos e beber bastante água também é essencial”, acrescenta.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Obsessão por dietas e alimentos saudáveis pode indicar distúrbio


Falar muito em dietas e se recusar a comer alimentos preparados por outros são alguns dos sinais

A preocupação com o corpo e com uma alimentação saudável é importante, mas é preciso estar atento para que esse cuidado não se torne uma obsessão. Esse distúrbio alimentar, recentemente identificado, é chamado de ortorexia.
— A obsessão por dietas é caracterizada por indivíduos que apresentam medo excessivo de ganhar peso ou aqueles que buscam manter uma dieta extremamente restritiva — explica a nutricionista Clarisse Zanette, mestre em Ciências Médicas e especialista em Nutrição Clínica.
Segundo Clarisse, ao contrário da anorexia e bulimia, o indivíduo que sofre de ortorexia permite-se comer somente alimentos saudáveis, observando cada conteúdo nutricional e o valor calórico dos alimentos. Na busca exagerada por este tipo de alimentação, eles acabam provocando um desequilíbrio alimentar, pois deixam de consumir muitas vitaminas e minerais.
A nutricionista acredita que esse tipo de distúrbio também é causado por influências externas de publicidade de produtos supostamente saudáveis e padrões de beleza impostos pela mídia. Identificar esse problema não é fácil, pois os sintomas são discretos:
— Muitas vezes os sinais desta obsessão passam despercebidos, como problemas de pele, unhas e cabelos enfraquecidos, anemia, tonturas, falta de disposição, dor de cabeça, dificuldade de raciocínio, problemas no funcionamento do intestino — alerta a nutricionista.
Ter assuntos recorrentes relacionados à dietas e alimentação saudável, além de recusar refeições preparadas por outras pessoas são alguns dos sintomas que aparecem no ambiente social. Segundo Clarisse, contar todas as calorias dos alimentos que ingere também pode ser um sinal.
— Contar calorias para emagrecer não é saudável, pois pode levar a uma deficiência de nutrientes importantes ao organismo. Além disso, ficar obcecado pelas calorias e ficar lendo todos os rótulos, torna a dieta impraticável com o passar do tempo, levando ao ganho de peso novamente, o famoso efeito sanfona.
Clarisse recomenda que se procure um acompanhamento multidisciplinar, com nutricionista e psicólogo, aos primeiros sintomas da ortorexia.
ALIMENTE-SE BEM, DE FORMA SAUDÁVEL:: Coma várias vezes ao dia:
Comer a cada três horas é a regra principal para o emagrecimento saudável. Comendo porções menores, várias vezes ao dia ajuda a manter o organismo saciado e a manter o metabolismo acelerado, favorecendo a queima de calorias.
:: Escolha melhor os lanches:
Utilize pelo menos três porções de frutas ao dia, garantindo as fibras, vitaminas e minerais em seu dia. Quanto mais variadas, mais nutrientes.
:: Evite impor restrições severas em dietas:
Muitas restrições alimentares aumentam as chances dos fracassos das dietas. Além disso, precisamos de gorduras para absorção de vitaminas A, D, E e K. Sempre tenha em mente que o emagrecimento deve vir junto da reeducação alimentar.
:: Como montar um prato:
Coloque saladas em metade de seu prato. No outro, escolha uma porção de arroz, feijão, carne e legumes. Assim, a refeição parecerá robusta, mesmo sendo composta por saladas.
:: Consuma alimentos com fibras, como cereais integrais, frutas e verduras:
Além de possuir nutrientes importantes, as fibras prolongam a saciedade e auxiliam no controle do peso.
:: Mantenha-se hidratado:
Beba no mínimo 1,5 litro de água por dia.
:: Nunca faça refeições vendo TV, lendo ou falando ao telefone:
A distração aumenta as chances de exagerar na quantidade de comida.
:: Coma devagar mastigue bem os alimentos:
Durante a mastigação, os hormônios presentes no estômago enviam para o cérebro a informação de que estamos ficando saciados. Quando comemos rapidamente, não dá tempo da informação chegar ao cérebro. Dica: Repouse os talheres sobre a mesa a cada garfada.

Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Estudo revela que obesidade pode levar a danos permanentes no joelho


Obesidade é um problema que favorece o aparecimento da artrose e que pode ser prevenido

Novos estudos apresentados na reunião anual da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) revelaram os efeitos que a obesidade causa sobre o joelho e a capacidade do paciente de se recuperar após uma cirurgia. A pesquisa realizada pelo Departamento de Cirurgia Ortopédica do Hospital Roper, em Charleston (EUA), descobriu que, embora a perda de peso através da cirurgia bariátrica possa melhorar as dores no joelho causadas pela osteoartrite, o dano pode ser permanente.
— Temos vários estudos científicos que comprovam os danos que a obesidade causa para a saúde, sobretudo aos joelhos devido à sobrecarga. Essa nova pesquisa é bastante relevante e mostra que a obesidade é um fato que favorece o aparecimento da artrose e que pode ser prevenido. O controle do peso reduz a sobrecarga nas articulações que suportam o corpo, limita lesões futuras e aumenta a mobilidade — explica o ortopedista e chefe do Instituto do Joelho HCor Rene Abdalla.
O ortopedista explica que, após a cirurgia de redução de estômago, o paciente precisa fortalecer sua musculatura antes de iniciar a prática da atividade física:
— Em nossa prática clínica diária, examinamos um número cada vez mais crescente de pacientes que tinham sobrepeso ou obesidade cujos joelhos, durante esse período, suportavam mais peso que o necessário induzindo a danos na cartilagem da articulação. Após serem submetidos a tratamentos para perda de peso (regime, cirurgia bariátrica) esses pacientes se sentem mais confortáveis e com indicação de prática de exercícios. Nesse momento, aquelas lesões adquiridas durante a obesidade começam a ter um efeito que atrapalha essas atividades e necessitam muitas vezes de tratamento ortopédico adequado — acrescenta o especialista.
Além disso, os pesquisadores descobriram que a obesidade mórbida contribui para uma incidência significativamente maior de complicações no pós-operatório, tais como vermelhidão ao redor da ferida cirúrgica, inchaço da pernas, infecções bacterianas, distúrbios respiratórios, neurológicos e de complicações gastrointestinais e arritmias cardíacas após cirurgia no joelho.

Fonte: Zero Hora