sábado, 26 de março de 2011

Má postura e sedentarismo têm provocado problemas de coluna em jovens

Foto: Stock.Xchng

Ações preventivas podem diminuir dores nas costas no futuro

Má postura, sedentarismo, prática excessiva de esportes e o peso do material escolar têm provocado dores das costas em um público cada vez mais jovem. Os problemas de coluna, que afetavam apenas as pessoas da terceira idade, atinge esta parcela da população, especialmente crianças e adolescentes.

As dores lombares tem diversas causas. O sedentarismo causado pela automatização dos aparelhos domésticos e a falta de atividades físicas são algumas das mais prejudiciais.

Atualmente, o lazer já não é mais condicionado às atividades físicas. Geralmente é direcionado a uma mesa de computador ou a um jogo de vídeo-game, que pode trazer sérios problemas na coluna.

Passar horas sentado em frente à televisão, por exemplo, pode trazer consequências difíceis de serem tratadas . Segundo o fisioterapeuta Vinicius Paciulo do Instituto RV — especializado em tratamento de coluna — esse condicionamento poderá acarretar alguns vícios de postura.

Medidas preventivas

Um estudo aponta que existe 88% de probabilidade de ocorrer dor na coluna na fase adulta quando o adolescente apresenta o problema no período de crescimento.

Caso não sejam tomadas as medidas preventivas nessa fase, a tendência é agravar o quadro de dor e as alterações posturais. Por isso é importante implementar medidas preventivas em escolas e na cultura dos jovens.

Fatores como a obesidade e o sedentarismo, que também estão presentes nessa idade, contribuem para agravar o problema. A nutricionista funcional do Instituto RV, Karin Roberta Dantas, destaca que a obesidade infanto-juvenil, tem crescido a cada dia.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), a prevalência de obesidade infanto-juvenil no Brasil subiu 240% em 20 anos. Esse dado se deve a hábitos alimentares inadequados, iniciado pela introdução precoce de determinados alimentos na infância e consumo excessivo de produtos industrializados.

— Esses fatores são "gatilhos" para o desenvolvimento da obesidade na infância, principalmente quando a criança tem um fator genético para a doença. Uma vez desenvolvida obesidade na infância, a probabilidade de se tornar um jovem e adulto obeso é significante, assim como os efeitos colaterais sobre a coluna — esclarece Karin.

Alternativas

Uma forma de reduzir fatores como as alterações posturais e o sedentarismo é o pilates, atividade que consiste em técnica de tratamento fitness, a qual leva em consideração uma boa postura, além de melhorar o condicionamento físico auxilia na perda de medidas.

— Na verdade a redução de peso ocorre porque aumentamos durante o exercício o metabolismo basal devido ao aumento da frequência cardíaca e respiratória —ressalta Paciulo.

Segundo o fisioterapeuta, o pilates realizado em crianças e adolescentes tem algo diferente; trata-se de uma técnica mais dinâmica em relação às outras terapias que tem o mesmo objetivo de correção postural.

Fonte: Zero Hora

domingo, 13 de março de 2011

Artrose e Exercício

Artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas. Ela é também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa. Acomete homens e mulheres e é mais frequente conforme a idade avança. Incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. Seu aparecimento pode ter como causa fatores hereditários e fatores mecânicos.
Articulações afetadas:

Mãos  – Artrose nas mãos parece ter algumas características hereditárias. Se a sua mãe ou avó teve artrose nas mãos, você sofre um risco maior de ter também. Mulheres têm maior probabilidade de desenvolver artrose nas mãos, sendo que a maioria dos casos acontece depois da menopausa. Quando a artrose desenvolve-se nas mãos, pequenas saliências ósseas podem aparecer nas extremidades das articulações dos dedos (aquelas perto das unhas). Saliências ósseas similares podem aparecer nas articulações médias dos dedos. Os dedos podem ficar inchados, doloridos, duros e entorpecidos. A base da articulação do polegar também é comumente afetada pela artrose.


Joelhos – As articulações dos joelhos estão entre as mais comumente afetadas pela artrose. Sintomas de artrose no joelho incluem rigidez, inchaço e dor, que tornam difícil andar, subir escada, sentar e levantar de cadeiras e banheiras. Artrose nos joelhos pode ser desabilitante.
Quadril – Outro local comum de artrose é o quadril. Assim como a artrose nos joelhos, os sintomas da no quadril incluem dor e rigidez na própria articulação. Porém, em algum casos, a dor é sentida nas nádegas, virilha, coxas e até nos joelhos. Artrose no quadril pode limitar a movimentação, tornando atividades cotidianas, como vestir-se e colocar um sapato, um desafio.




Coluna – Artrose na coluna pode aparecer como rigidez e dor no pescoço ou região lombar. Em alguns casos, alterações na coluna relacionadas à artrose podem causar pressão nos nervos, resultando em fraqueza ou entorpecimento dos braços ou pernas.

 Sintomas
Pode não apresentar sintomas no início, sendo vista apenas por radiografias ou em ressonância magnética.
  • Dor com a movimentação da articulação
  • Dor articular em repouso
  • Rigidez pela manhã ou após longo período de repouso
  • Limitação de movimentos
  • Crepitação
  • Inchaço
  • Deformidades
  • Falta de firmeza na realização de movimentos
Tratamento
Não existe tratamento que cure ou faça regredir um quadro de artrose, mas é possível diminuir a dor e a rigidez das articulações, bem como melhorar os movimentos e a capacidade geral do indivíduo, proporcionando uma melhor qualidade de vida.
Medicamentos: Antinflamatórios e medicamentos à base de glicosamimina e condroitina podem ser usados, sempre sob prescrição e orientação médica.
Cirurgia: Será sempre a última opção. A decisão de utilizar a cirurgia depende de vários fatores: idade do paciente, ocupação, nível de desabilitação causado pela artrose, intensidade da dor, e grau com que a doença afeta o estilo de vida. O cirurgião pode substituir as articulações afetadas por próteses.
Fisioterapia: Calor e frio, TEENS, massagem, com o objetivo de aliviar a dor
Exercício
Um programa de exercício é fundamental no tratamento da artrose. Com eles é possível melhorar a dor e a rigidez. São recomendados:
  • Exercícios que simulem AVD (atividade de vida diária), por exemplo a  dança, pois ajudam a manter a movimentação normal das articulações e aliviar a rigidez. Esse tipo de exercício ajuda a manter ou elevar a flexibilidade.
  • Exercícios de força, por exemplo musculação,  ajudam a manter ou aumentar a força muscular. Músculos fortes ajudar a dar apoio e proteger as articulações afetadas pela artrite.
  • Exercícios aeróbicos ou de resistência, por exemplo andar de bicicleta, elevam o condicionamento cardiovascular, auxiliam no controle de peso e melhoram as funções gerais. O controle de peso pode ser importante para pessoas que têm artrite devido à pressão a mais do peso extra em várias articulações. Alguns estudos mostram que o exercício aeróbico pode reduzir a inflamação em algumas articulações.
  • Exercícios realizados na água, por serem mais seguros e confortáveis.
Dicas
  • Os exercícios devem ser feitos evitando a dor.
  • Comece lentamente e com poucas repetições. Aumente a carga, progressivamente, até conseguir seguir todo o programa.
  • Não desista! A continuidade é fundamental para os exercícios produzirem resultados;
  • As aulas devem ser contínuas e de baixa intensidade;
  • Exercícios de longa duração e grande intensidade devem ser evitados durante a crise (inflamação);
  • O aquecimento deve ser maior do que o convencional.
  • As aulas devem se modificar em intensidade e duração, de acordo com as respostas dos alunos, com relação: a medicação usada, nível de dor e alterações da doença.
  • Os exercícios usados deve levar em consideração a localização e o grau de acometimento da artrose.
(Profª Esp. Denise Carceroni )

Fonte:http:// www.fiqueinforma.com

sábado, 5 de março de 2011

Musculação X Aeróbio

O que treino primeiro: musculação ou aeróbio?
O que acontece quando treino o aeróbio após o treino de musculação?
Como montar meu programa de treinamento?
Estas são perguntas muito comuns nas academias de ginástica. O grande segredo está em organizar seus treinos respeitando o objetivo principal.

CASE 1
Meu objetivo é aumentar a massa magra (hipertrofia muscular). Neste case recomenda-se realizar o treino de força primeiro por se prioritário, seguido do treinamento aeróbio.
Pergunta: O que pode acontecer se treinar o aeróbio primeiro?
Resposta: Após um treino aeróbio, o músculo pode estar cansado para responder de forma eficiente ao treinamento de força, afetando negativamente a hipertrofia muscular.
Importante: Indivíduos bem treinados podem ter melhores resultados na hipertrofia muscular reduzindo o treino aeróbio.
CASE 2
Meu objetivo é melhorar a resistência aeróbia. Recomenda-se neste case realizar o treino aeróbio inicialmente, complementando seu treinamento com a musculação.
Pergunta: Se o meu objetivo é melhorar a resistência aeróbia posso iniciar com o treinamento de força?
Resposta: Sim. Caso enfatize seu treinamento de força para a parte superior do corpo o treinamento aeróbio será realizado sem maiores dificuldades. Porém quando seu treino for enfatizado para os membros inferiores, a realização do exercício aeróbio posteriormente pode ficar comprometida, devido à diminuição dos estoques de glicogênio muscular (energia do músculo).
CASE 3
Meu objetivo é melhorar a resistência aeróbia e aumentar a massa magra. Neste case teste as duas formas e perceba com você responde durante o exercício, principalmente analise seu cansaço na segunda parte do treino. Lembre-se: seu objetivo vem na primeira parte do treino.
Pergunta: Tenho pouco tempo para treinar, como treinar?
Resposta: Uma boa estratégia é realizar o treinamento em circuito, onde o treinamento de força é combinado com o treinamento aeróbio. Bons resultados estéticos e de condicionamento físico são alcançados com esta forma de treinamento.
Dicas Básicas
Como melhorar seu rendimento: treine, descanse e se alimente.
Sua recuperação após o treinamento depende de um bom descanso e de uma boa alimentação!
(Artur Monteiro)

Fonte: www.arturmonteiro.com.br

quinta-feira, 3 de março de 2011

Exercícios diminuem em três vezes os casos de câncer de intestino


Exercícios estimulam o sistema imunológico, reduzem inflamações baixa níveis de insulina.

Um estudo publicado nesta quarta-feira pelo British Journal of Cancer revela que pessoas que não fazem exercício sofrem mais risco de desenvolver câncer de intestino. O estudo, baseado em 20 pesquisas sobre o câncer, concluiu que pessoas muito ativas têm até três vezes menos probabilidades de desenvolver pólipos no intestino, que são possíveis precursores do câncer.
— Há tempo sabemos que um estilo de vida ativo pode proteger contra o câncer de intestino, mas este é o primeiro estudo (...) que mostra que uma redução do número de pólipos é a explicação mais plausível — destaca Kathleen Wolin, da Faculdade de Medicina da Universidade Washington de St Louis (Missouri).
— O exercício tem muitos benefícios: estimula o sistema imunológico, reduz a inflamação do intestino e ajuda a baixar os níveis de insulina, todos fatores que podem influenciar no risco de desenvolver pólipos — afirma Wolin.
A Cancer Research UK, ONG que publica o British Journal of Cancer, destaca que não é preciso exercício intenso para limitar os riscos.
— Apenas meia hora de exercício moderado por dia e manter um peso razoável — são suficientes.

Fonte: Zero Hora

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Especialistas ensinam os três truques que vão garantir os resultados desejados na academia

Ganho de massa muscular ocorre no período de descanso, ao contrário do que muitos pensam

Que fazer exercícios físicos é bom para a saúde e que evita diversos problemas futuros, todo mundo sabe. Mas muitas pessoas estão, antes de mais nada, atrás dos resultados estéticos que a malhação diária traz ao corpo. Segundo as irmãs Luciana e Andréia Presa, sócias-proprietárias da Academia Atitude, que fica na zona sul da Capital, para atingir os resultados esperados há três variantes que devem ser observadas.
— As principais variáveis que determinam o sucesso do treinamento são: o treino propriamente dito, o descanso e a alimentação — explica Luciana.
Além destes fatores, a característica biológica de cada indivíduo é muito importante para determinar o resultado do treinamento. Cada pessoa possui características fisiológicas diferentes, como tipos de fibras musculares predominantes e também aspectos hormonais. Tudo isso, conforme a especialista, também está associado a fatores externos, como carga horária de trabalho, horas de sono e tempo disponível para a realização do treinamento.
Luciana ressalta, no entanto, que, para chegar ao ponto desejado, é fundamental respeitar os limites do corpo, pois o erro mais comum no início da prática de exercícios físicos é a pressa em alcançar os objetivos.
— A ilusão de atingir metas impossíveis em um curto espaço de tempo desmotiva muita gente. O exercício físico de qualquer tipo só proporciona resultados satisfatórios após algum tempo e muita dedicação — aconselha.


:: Treino
Andréia explica que o tipo de treino e de modalidade pelo qual se opta precisa estar ligado ao resultado que se quer atingir. Uma vez que esta opção é feita, é essencial que se siga as instruções do professor e que não seja feita a troca da ordem dos treinos por conta própria, por exemplo.
— Na maioria das vezes o treinamento é dividido em grupos musculares para não repetirmos e sobrecarregarmos a musculatura. Quando não respeitamos este tempo podemos causar lesões sérias na musculatura sem contar que o músculo sem descanso não cresce — afirma.
Para a professora de educação física, nem sempre o uso de pesos muito elevados é o meio mais eficaz par atingir os resultados pretendidos.
— Podemos, por exemplo, aumentar o número de séries, alterar a velocidade de execução dos movimentos, revisar os períodos de recuperação entre os exercícios, modificar a sequência muscular trabalhada, entre outras possibilidades — revela.
A especialista lembra que é obrigação do profissional que acompanha o aluno respeitar todas as fases de treinamento, desde a adaptação muscular até uma fase mais avançada de hipertrofia.
— Para ocorrer esta adaptação de fases chegando ao treino de ganho de massa muscular propriamente dito o professor deve sempre inovar o treino, para que assim nosso corpo não se "acomode". O tempo ideal dessas trocas de programas de exercícios, no entanto, varia de acordo com a necessidade de cada aluno observando sempre sua evolução no atual programa — destaca.
Andréia revela que uma dúvida frequente dos frequentadores da academia é a respeito do melhor horário para malhar. Segundo ela, não há uma receita universal. O ideal é avaliar cada caso particularmente.
— O melhor horário para treinar é quando você estiver mais acordado e com os níveis de energia altos. Ao acordar os níveis de cortisol estão altíssimos, e o glicogênio baixo, o que não acontece a tarde, melhor período para fazer tais atividades, pois você já fez mais de três refeições e os níveis de cortisol estão devidamente controlados e o potencial energético está no pico — diz.
— Caso não tenha jeito, e você tenha que treinar de manhã ou seja, poucas horas após acordar, é vital uma refeição grande antes do treino, rica em carboidratos tanto de baixo, como alto índice glicêmico e é claro, proteína. Caso o treino seja a noite, evite que seja de duas ou três horas antes de dormir — completa.


:: Descanso
Luciana ressalta que o ganho de massa muscular ocorre justamente durante o descanso, ao contrário do que muitos pensam. E, por este motivo, ele é tão importante.
— Durante o treinamento com sobrecarga, começamos o processo de definição, estressando nossa musculatura, causando microlesões nas fibra. Essas microrupturas, são seguidas de uma reparação tecidual. E é no repouso que ocorrem as reações fisiológicas responsáveis pelo crescimento muscular.
A sócia da Academia Atitude revela, no entanto, que o intervalo de tempo adequado para a recuperação do organismo depende de cada praticante e do funcionamento do seu metabolismo.
O mais importante, conforme Luciana, é estar atento ao seu corpo e perceber se esse intervalo que está sendo dado é suficiente ou não.
— Se você anda desanimado, com muita fadiga muscular, sem força para treinar, tem que rever com seu professor o tempo de descanso que está usando no seu treinamento, talvez você esteja passando por um excesso de treinamento (overtrainning), que fará com que você não ganhe massa muscular e ainda corra o risco de ter algum tipo de lesão — alerta.


:: Alimentação
Andréia destaca que, para auxiliar processo de ganho de massa muscular durante o descanso é fundamental fazer uso de uma alimentação adequada.
— Com esse dois elementos associados, ocorre uma supercompensação de síntese protéica dentro da célula muscular resultando em uma cadeia de efeitos e alterações hormonais responsáveis pela hipertrofia muscular — explica.
Segundo ela, não há necessidade de usar suplemento alimentar para ganhar massa muscular, desde que sua alimentação supra todas as suas necessidades de nutrientes diários e nos momentos oportunos.
— O diferencial dos suplementos é tornar nossa vida mais prática, além de permitir uma nutrição adequada em horários nos quais a alimentação sólida seria inviável — destaca.
Andréia lembra que é consenso na comunidade científica que imediatamente após o treino, nosso organismo necessita de proteínas e carboidratos para acelerar o processo recuperativo.
— O ideal seria que antes de optar por introduzir um suplemento em sua dieta, o indivíduo procurasse os serviços de um nutricionista esportivo. Este profissional irá ajustar a suplementação adequada de acordo com as características e objetivos de cada pessoa. Desta forma, os resultados seriam otimizados, não ocorrendo perda de tempo nem dinheiro — aconselha.
Confira os principais grupos de alimentos que devem fazer parte da dieta de quem pratica exercícios, conforme Luciana e Andréia:
— Proteínas: Opte, especialmente, pelo frango e pelo peixe pois eles têm baixo teor de gordura.
— Carboidratos: são fundamentais pois fornecem a principal fonte de energia para o nosso corpo. Eles são encontrados em alimentos como arroz, pães e massas integrais.
— Gorduras: são boas isolantes para certas partes do corpo como o coração e os pulmões, bem como para gerar energia. Azeite e óleo de linhaça são boas gorduras insaturadas. Para reconhecer esse tipo de gordura é só lembrar que elas ficam líquidas quando estão à temperatura ambiente.
— Legumes: ricos em vitaminas e minerais, proporcionam melhor desempenho nos exercícios físicos.
— Frutas: ótima opções a qualquer momento. No entanto, é aconselhável ter moderação pois elas têm uma certa quantidade de açúcar que em excesso pode diminuir seus benefícios.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Depressão, ansiedade e estresse podem estar na origem da má postura


Foto: Flávio Neves

Cada vez mais pessoas sofrem de dor nas costas por conta de hábitos inadequados

As dores na coluna não são decorrentes apenas dos hábitos posturais ou do sedentarismo, como muitos acreditam. Segundo os fisioterapeutas Mauro Pedroni e Vidigal Afonso Gasparini, elas também surgem a partir de causas multifatoriais. Alguns problemas emocionais como, por exemplo, depressão, ansiedade e estresse.
— Essa atitude pode estar associada à tentativa involuntária de proteger-se, sustentar-se ou defender-se de algo — explica Pedroni diretor da FisioClínica Londrina, no Paraná.
Gasparini ressalta ainda que as atividades de vida diárias (AVDs) também podem estar associadas à má postura, como a maneira de se sentar, de se deitar e dormir em colchões inadequados ao peso corpóreo, de carregar peso, dirigir um automóvel e à prática de exercícios físicos inadequados.
Os problemas causados pela má postura corporal são muitos. Dentre eles, está a algia da coluna vertebral, que é conhecida como dor nas costas e temida por todo mundo. De acordo com a Organização Mundial de saúde (OMS), 85% da população mundial sofrem de dores na coluna.
Para ter uma boa postura corporal é necessária a manutenção de três curvaturas normais da coluna: a coluna cervical (região do pescoço), a coluna dorsal (no meio das costas, região torácica) e a coluna lombar (área mais baixa, próxima ao quadril).
Na maioria dos casos, as alterações posturais ainda na infância predispõem problemas na vida adulta. Para evitar que isso aconteça, é importante que haja uma intervenção dos pais na reeducação de hábitos inadequados das crianças, como o transporte de carga excessiva de material escolar em mochilas, ou a prática de esportes sem orientações de um profissional.
Já no adulto jovem, as algias da coluna estão relacionadas a posturas inadequadas, quedas, acidentes, obesidade e problemas congênitos (escolioses). Na mulher, os desconfortos na coluna são mais acentuados no período da gestação e menopausa. Na velhice, as quedas, a artrose e a osteoporose (redução da massa óssea) são as principais causas.
Segundo os especialistas, para ajudar a solucionar tais problemas, surgiu a podoposturologia, uma técnica francesa da área da fisioterapia que tem como objetivo reeducar e realinhar a estrutura do corpo através de exames especializados que geram a prescrição de palmilhas proprioceptivas, que podem ser usadas tanto na prevenção como na cura dos problemas. A técnica corrige vícios posturais decorrentes dos desequilíbrios que comprometem a saúde tanto de atletas quanto de pessoas sedentárias.
As palmilhas são confeccionadas por materiais usados em calçados esportivos de última geração e que propicia sensação de conforto e bem estar.
— Na maioria dos casos, o uso das palmilhas é periódico. Há problemas que são solucionados entre 45 dias a seis meses, outros em um, dois ou três anos. Em apenas cerca de 30% dos casos, o uso de palmilhas é necessário de forma continuada — declara Pedroni.
— Após a reorganização postural, o paciente deve estabelecer uma rotina no seu dia a dia, percebendo e reeducando seus hábitos posturais nas atividades diárias — complementa Gasparini.

Fonte: Zero Hora

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Obesidade em homens aumenta em 75% risco de ataque cardíaco, aponta estudo

Foto: Stock Photos

Aumento de doenças cardiovasculares ocorre independente de outros fatores de risco

Estudo realizado pelo Centro de Pesquisa Cardivascular da Universidade de Glasgow, na Inglaterra, revelou que a obesidade nos homens aumenta em 75% o risco de ataque cardíaco, independente de terem ou não outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
O estudo, que foi publicado na Revista científica Heart, acompanhou durante 15 anos 6.082 pacientes do sexo masculino que foram diagnosticados com colesterol alto, mas que não tinham histórico de doença cardíaca ou diabetes.
Durante o período do estudo, os pesquisadores observaram 214 mortes causadas por doenças cardíacas e 1.027 pacientes que sofreram ataque cardíaco e/ou acidentes vasculares que não resultaram em morte. Mesmo após a exclusão de variáveis relevantes, como idade e histórico de tabagismo, o risco de morte entre os homens obesos, com o Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 39,9, era 75% superior comparado a homens não obesos.
— Muitos pacientes ficam preocupados somente com os fatores de risco, como o diabetes e a hipertensão, porém esse estudo comprova que o grande problema para a saúde do coração é a obesidade. Os fatores de risco também são complicações que merecem atenção médica, mas temos que considerar em primeiro lugar a prevenção e o tratamento da obesidade, que é responsável pelo desenvolvimento das demais doenças — destaca o cirurgião especialista em obesidade Roberto Rizzi.
A obesidade causa a expansão do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo, comprometendo a função cardíaca. O átrio esquerdo é responsável por receber o sangue rico em oxigênio dos pulmões e enviá-lo para o ventrículo esquerdo, que bombeia esse sangue para o corpo.
— Temos vários estudos científicos que comprovam os danos que a obesidade causa para a saúde do coração. O alargamento do átrio esquerdo aumenta o risco de arritmia cardíaca e fibrilação atrial. A alteração no ventrículo esquerdo faz com que o coração utilize mais força para conseguir bombear o sangue, podendo causar insuficiência cardíaca. Ou seja, é mais uma constatação de que o excesso de peso é bastante nocivo para o coração — diz Rizzi.
A obesidade afeta 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, ou seja, 9,8% dos homens do mundo e 13,8% das mulheres. No planeta, 1,46 bilhão de adultos registram sobrepeso.
No Brasil, o problema atinge cerca de metade dos adultos em todas as regiões do país, com destaque para o Sul (56,8% dos homens e 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4% dos homens e 48,5% das mulheres).
— A obesidade também é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo. A obesidade está ligada ao desenvolvimento de 29% dos casos de câncer de útero nas mulheres e 20% dos tumores de esôfago entre os homens — alerta Rizzi.
O levantamento do IBGE revelou ainda que a população de 20 anos ou mais, o sobrepeso no sexo masculino saltou de 18,5% em 1974/1975 para 50,1% em 2008/2009. No sexo feminino, o avanço foi menos intenso, e o número saltou de 28,7% para 48% no mesmo período.
— A mudança de hábito é a grande culpada por esses números alarmantes que não param de crescer. Precisamos dedicar mais recursos para a prevenção da obesidade no país, ou em pouco tempo estaremos igual aos EUA em número de obesos — conclui o médico.

Fonte: Zero Hora