sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estudos mostram que passar horas malhando pode até engordar

Se já é chato perceber que as longas horas passadas na academia não consumiram um grama do seu peso, descobrir que o treino pode engordar é péssimo.
A pior hipótese foi comprovada na Universidade de South Wales, na Austrália. O estudo conduzido pelo médico Steve Boutcher, do programa de pesquisas em exercícios, comparou dois grupos de 45 mulheres com 20 anos e um pouco acima do peso.
As do grupo que fez um treino curto (20 minutos) de alta intensidade na bicicleta perderam em média 2,5 quilos em 15 semanas. As que treinaram por 40 minutos, pedalando em velocidade regular e contínua, ganharam 500 gramas no período.
Outro trabalho, da Universidade do Oeste da Escócia, comparou os resultados obtidos com o treino curto intenso e o tradicional, longo e moderado, em 57 adolescentes, concluindo que o segundo leva sete vezes mais tempo para reduzir a gordura.
Para ter uma amostra maior, pesquisadores do Waikato Institute of Technology e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, juntaram 22 estudos sobre o tema. O levantamento mostrou que a perda de gordura é até duas vezes maior na atividade de alta intensidade feita por curtos períodos.
Há dois anos, o advogado Sergio José dos Santos, 38, combinou boca fechada com treinos curtos e intensos para perder 20 dos 106 quilos que tinha na época. Atingiu seu objetivo.
Já mais magro, o advogado mudou a maneira de malhar: começou a passar várias horas na academia, fazendo exercícios menos puxados de forma contínua, por um tempo maior.
"Eu gostava, saía muito disposto. Mas comecei a ganhar peso de novo. Parece que você se acostuma com o exercício, e o organismo estoca gordura de qualquer coisa que você come", diz ele, que há 20 dias voltou aos treinos de menor duração e maior intensidade. "Já estou emagrecendo", afirma.
A malhação mais longa e moderada pode ser engordativa porque deixa a pessoa com muito mais fome quando acaba de treinar, levando-a a exagerar na comida sem perceber.
MAIS FOME
Cientistas da Universidade de Munique sugerem que a culpa é do aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, que desperta a sensação de fome no cérebro. Eles identificaram que a secreção desse hormônio aumenta bastante na atividade de longa duração. Nos treinos curtos, os níveis de grelina permanecem estáveis: aquela vontade de enfiar o pé na jaca não é despertada depois do exercício.
"O treino intervalado de alta intensidade queima muito mais gordura do que ficar horas na esteira em atividade moderada", diz o professor de educação física Carlos Klein [CREF 063571-G/SP], da consultoria Movimente-se, de São Paulo.
Treino o quê? Intervalado, porque combina o exercício feito por alguns segundos quase no limite da capacidade máxima da pessoa (um "tiro" de corrida, por exemplo), seguido de descanso por mais ou menos o dobro de tempo.
Na pesquisa neozelandeza, foram pedaladas rapidíssimas por oito segundos, seguidas de 12 segundos de descanso.
A disputa para definir qual tipo de treino queima mais gordura não é nova. Até pouco tempo, a conclusão era a oposta: ficar mais tempo se exercitando em intensidade moderada era o canal para emagrecer.
Isso porque, como a gordura é fonte de energia lenta, seria preciso treinar mais e em menor intensidade para usá-la como combustível.
Na atividade de alta intensidade, a gordura também é mobilizada, só que em menor proporção comparada aos carboidratos. Mesmo assim, o gasto total é maior, diz Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP.
A estratégia para treinar quase à exaustão é intercalar atividade e descanso. "Ninguém aguenta muito tempo", diz Saturno de Souza, diretor-técnico da Bio Ritmo.
A vantagem é que, assim, a queima de gordura continua por mais tempo no pós-exercício, segundo Guiselini.
"Para perder um quilo você precisa gastar 7.000 calorias a mais do que as consumidas", diz o médico Turíbio Leite de Barros, da Unifesp.
"O aluno come bolo de chocolate com chantili, mas o prejuízo não se paga em duas horas de esteira."
Um erro clássico é fazer horas de aeróbico, nada de musculação e eliminar carboidratos da dieta. "Aí o corpo usa proteína como fonte de energia e perde massa muscular. Qualquer carboidrato ingerido será transformado em gordura", diz Guiselini.
Leite de Barros diz que o treino intervalado e intenso é menos monótono do que o "devagar e sempre".
Outra vantagem, para o ator Gustavo Fernandes, 34, são os resultados. "Passar horas na academia não funcionou para mim." Há nove meses, faz o treino curto e focado, três vezes por semana. "Estou quase no peso."
O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, tem experiência semelhante. "Eu treinava cinco vezes por semana, ficava uma hora na esteira. Agora, faço aeróbico de 20 minutos e perco muito mais calorias."
Muito bom, mas se esse treino emagrece mais, também machuca mais: aumenta o risco de tendinite, lesão articular, inflamações. "Na velocidade, é mais comum a pessoa fazer o exercício na postura errada, prejudicando toda a organização do corpo", alerta Leite de Barros.

Fonte: CONFEF

domingo, 28 de agosto de 2011

No limite do saudável: excesso de exercícios pode causar sérias lesões

Metas inatingíveis e obsessão pela forma física podem trazer problemas. Aprenda a fugir desta cilada

O primeiro maratonista de quem se tem notícia morreu ao cruzar a linha de chegada. Diz a lenda que lá pelos anos 490 a.C, os persas foram vencidos pelos gregos na Primeira Guerra Médica. Encarregado de levar a boa notícia da planície da Marathónas até a cidade de Atenas, Filípedes correu cerca de 42 km. Ao chegar ao seu destino, teve tempo apenas de anunciar a vitória e caiu morto pelo esforço.

A crença que teria dado origem à maratona como competição olímpica pode ser um dos mais antigos relatos de morte súbita em atleta. A morte repentina e as lesões em competidores foram discutidas no 1° Congresso Brasileiro de Artroscopia e Traumatologia do Esporte em Gramado, no último dia 18. De acordo com pesquisas internacionais, a principal causa de morte relacionada ao exercício em indivíduos com menos de 35 anos é a miocardiopatia hipertrófica (doença que engrossa parte do músculo do coração). Uma em cada 500 pessoas teria alguma variação que potencializa o gene para essa enfermidade, mas apenas um percentual pequeno delas vai estar de fato sob risco. Já no indivíduo com mais de 35 anos, é a aterosclerose (gordura que obstrui as artérias do coração) a principal causa de morte súbita, explica o cardiologista e especialista em Medicina do Exercício Ricardo Stein.

— A morte súbita do atleta é rara,mas tem um imenso impacto social porque a pessoa é famosa e porque eram sinônimo de saúde – destaca Jorge Pinto Ribeiro, chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos deVento e doutor em fisiologia do exercício.

Em tempos de abolição do sedentarismo,é até estranho mostrar fatores contrários à prática de exercícios físicos. Mas os extremos são igualmente perigosos. O cardiologista Jorge Pinto Ribeiro explica, que como regra, uma sociedade mais ativa tem mais saúde e consegue-se reduzir uma série de doenças, como hipertensão e diabetes. Na outra ponta, estão aqueles que abusam do que o corpo pode oferecer.

— Os carros mais caros do mundo são os de fórmula 1, e eles vão para conserto todos os dias. Fazendo uma analogia com alguém que trabalhe no limite do desempenho, mesmo que se faça um investimento alto, tende a quebrar — detalha Ribeiro.

Nessas condições, a velha suspeita de que o jovem estaria mais protegido cairia por terra. Para o cardiologista Nabil Ghorayeb, coordenador do Sport Checkup HCor (Hospital do Coração), fazer atividade física requer cautela, independente da faixa etária:

— Esporte não mata, o que mata são as doenças não diagnosticadas ou não valorizadas. Há mais riscos no cenário do alto desempenho. Quem participa de competições deve fazer três coisas: entrevista médica, exame físico e um eletrocardiograma de repouso.

Incerto sobre até onde a máquina humana pode chegar, o traumatologista do esporte Luis Roberto Marczyk recomenda o inverso da competição: a prática de esportes apenas de forma recreativa.

Já o preparador físico Mario Sergio Andrade Silva, um dos principais treinadores de corrida do país, já colocou seu corpo próximo a limites perigosos. Com o tempo,passou a respeitar os sinais de fadiga.

— Os amadores querem ter uma postura de atleta profissional, levar o corpo ao limite, sem a estrutura que o profissional tem. Não existe uma microcâmera dentro do corpo mostrando como o esforço desgasta a médio prazo.O que sabe é que mais gente chega aos 50 anos totalmente arrebentado — avalia Silva.

Ricardo Stein diz que exigir alta performance o tempo todo do organismo não é salutar.

— Em muitas modalidades, o ser humano já chegou próximo do seu limite. A partir de agora é a tecnologia que vai fazer com que sejam alcançadas marcas mais impressionantes ainda — pontua o médico.

Exageros revelam falta de sentido na vida

O prazer proporcionado pelo exercício físico tende a ser viciante. A psicóloga Roberta Lobato, especialista em psicologia do esporte e hospitalar, explica que pessoas ansiosas ou depressivas tendem a colocar toda a sua disposição no esporte como forma de fuga:

— Geralmente, dão muita importância para o corpo. Para alguns é a única forma de prazer — analisa.

Alessandra Bueno, 36 anos, quase embarcou nessa. Dos 16 aos 18 anos, era atleta de caratê. Em 1994, teve uma séria lesão no joelho e precisou colocar pinos para fortalecer os ligamentos. Depois de um ano de fisioterapia, ao tentar retomar os treinos, se decepcionou.

— Poderia ter tido paciência e voltado aos poucos - lembra Alessandra, que passou a fazer ioga e hoje faz dança flamenca.

Alguns reflexos da alta performance

Alpinismo — possibilidades de queda, ferimentos generalizados, cegueira, congelamento e perda dos dedos das mãos e dos pés. Há riscos também de desenvolver problemas respiratórios e congelamento pulmonar pela respiração do pó de gelo, além de falta de oxigenação do cérebro por causa do ar rarefeito.

Boxe — constantes golpes na cabeça podem ocasionar deslocamentos do cérebro, microtraumas de repetição e deixar o lutador com sequelas. Há, ainda, mais chances de desenvolver o Mal de Parkinson.

Corrida de aventura — envolve trecking, caiaque, escalada e mountain bike, podendo ser individual ou em equipe. As provas duram entre cinco e seis dias, nos quais o atleta não dorme e ainda tem que carregar seu kit de alimentação e primeiros socorros. Causa desorientação e fadiga física extrema, perda de unhas e da pele das solas dos pés, além do aumento do volume do coração.

Endurance — em esportes de longa duração, como triathlon e ultramaratonas, leva-se o corpo a extremos e sua recuperação é demorada. Após o término da prova, fica-se vulnerável a lesões e doenças devido à baixa imunidade do corpo, gerada pelo extremo esforço físico. O que causa o desgaste não são as distâncias da competição, mas os exaustivos e longos treinamentos. Atletas são reanimados com soro na veia. Há ainda envelhecimento precoce da pele, por causa da grande desidratação.

Fisiculturismo — prática esportiva onde a alimentação e a suplementação não são suficientes para o ganho da massa muscular desejada, direcionando os atletas para medicamentos de uso veterinário, causando desde a perda de membros e distúrbios mentais até a morte. O fisiculturista busca o aperfeiçoamento do físico, mas não tem resistência muscular e aeróbica, assim tem a expectativa de vida encurtada. O excesso de substâncias químicas que injeta também podem prejudicar o funcionamento do fígado e dos rins.

Sinais de alerta (Overtraining - excesso de treinamento/exercícios)
O overtraining pode causar um ou mais dos sintomas abaixo:
:: Constantes lesões
:: Falta de apetite
:: Cansaço anormal
:: Irritabilidade
:: Falta de ânimo
:: Perda de força
:: Resfriados frequentes
:: Dores de cabeça
:: Insônia
:: Tremor nas mãos
:: Depressão
:: Ansiedade
Fonte: Zero Hora

sábado, 30 de julho de 2011

BRASIL É O 2º PAÍS DO MUNDO EM NÚMERO DE ACADEMIA DE GINÁSTICA

Uma pesquisa do Instituto Data Popular aponta que em 10 anos, o número de academias aumentou 21 vezes. Em 2000, o Brasil possuía 797 academias e de acordo com informações coletadas no último levantamento feito pelo Conselho Federal de Educação Física em 2010, existem mais de 16 mil estabelecimentos em todo o País. Santa Catarina está na vice-liderança com cerca de 1.788 academias registradas. O Estado apenas perde para São Paulo, que registra mais de 6.400 estabelecimentos.
População mais consciente
De acordo com a pesquisa, cerca de 7,7 milhões de brasileiros (82%) da classe C acreditam que é importante estar em forma e 4,2 milhões (52%) praticam atividades físicas em uma academia de ginástica. A classe emergente representa mais da metade dos brasileiros que praticam atividades físicas pelo menos uma vez por semana.
Na alta renda (A/B) e na nova classe média brasileira, é possível notar uma predominância de mulheres, (51%), com a diferença máxima de dois pontos porcentuais em relação aos homens (49%).
Dos estimados 79 milhões de brasileiros que declaram ter interesse por esportes em geral, mais da metade pertence à nova classe média (54,2%). Entre as pessoas que praticam esportes em equipe, 42% estão na classe C e 44% na classe D/E.
Já os esportes individuais têm uma maior participação da classe A/B. Quase a metade dos emergentes (49%) sempre procura uma forma de emagrecer, seja através de dietas, exercícios ou medicamentos.
Fonte: CREF10

sexta-feira, 8 de julho de 2011

EXERCÍCIOS FÍSICOS EXIGEM CUIDADOS ESPECIAIS NO INVERNO

Foto: Arivaldo Chaves/Agência RBS

Especialistas dão dicas para praticar atividades físicas no frio

Durante a estação mais fria do ano, o nosso organismo passa por algumas modificações: pela necessidade de manter a temperatura do corpo nos níveis normais, a atividade metabólica e o gasto calórico aumentam, fazendo com que o corpo gaste mais energia mesmo em repouso. Porém, isso não é motivo para deixar de se exercitar.
— O frio não deve ser um obstáculo na rotina de treinos, apesar da dificuldade de iniciar a atividade e tendência de se exagerar nos alimentos calóricos e gordurosos no inverno. Manter a balança energética estável e estabelecer um equilíbrio corporal auxiliam na prática de uma atividade física mais saudável — explica o fisiologista Diego Leite de Barros.
Para manter a prática de exercícios nesta época, quando o ar frio e seco pode prejudicar as vias respiratórias, é preciso seguir algumas recomendações na hora da atividade física.
— O corpo sofre com as baixas temperaturas e com a vasoconstrição periférica, mecanismo que favorece a concentração de sangue nas regiões mais centrais do corpo, deixando as extremidades frias. Para que o organismo não sofra no momento do treino, é necessário um aquecimento prévio, com movimentos leves que facilitem a adaptação do metabolismo — explica.
É evidente que o aquecimento também deve ser realizado quando está mais quente, contudo, no inverno, ele merece mais atenção.
— Para os que realizam corridas e caminhadas, o aquecimento ideal começa de forma leve e sua intensidade deve ser elevada gradativamente. Já os praticantes de exercícios na academia podem começar com um breve aquecimento na esteira ou bicicleta e seguir movimentos articulares com pouca ou nenhuma carga antes de começar o treino habitual — recomenda Diego.
De acordo com o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb, é bom evitar as baixas temperaturas e o vento frio.
— Recomendamos, além do aquecimento muscular, a respiração nasal e o uso de vestimentas adequadas para se proteger da perda rápida de calor — afirma.

Confira dicas importantes para praticar exercícios no inverno:

:: Capriche no aquecimento;

:: Respire pelo nariz;

:: Proteja as mãos, os pés e o rosto;

:: Hidrate-se: o corpo precisa de bastante líquido também no frio;

:: Ingira líquidos aquecidos principalmente depois da atividade.

Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Prática esporádica de atividade física é tão prejudicial quanto ser sedentário


Chega o final de semana e pronto: é só colocar uma roupa de ginástica, um tênis confortável e ir ao parque praticar alguma atividade física. Mas o que era pra ser um benefício à saúde torna-se um grande pesadelo. Se o corpo não estiver preparado para praticar atividades competitivas como futebol, dores e lesões são inevitáveis.
Torções, luxações, distensões musculares e até fraturas podem acontecer aos chamados "atletas de final de semana". Praticar atividades de condicionamento vascular e de condicionamento músculo articular durante a semana ajudam a evitar possíveis lesões. Especialistas alertam: o organismo precisa de regularidade para obter benefícios.
A prática esporádica de atividade física pode ser tão prejudicial quanto levar uma vida sedentária. Ao lado da obesidade, diabetes e hipertensão arterial (conseqüências do sedentarismo), estão as lesões causadas pela sobrecarga e intensidade de exercícios realizados apenas aos finais de semana.
Além de não melhorar o condicionamento físico e ter grandes chances de voltar pra casa com uma possível distensão muscular, por exemplo, treinar menos do que três vezes por semana não ajuda aqueles que só têm dois dias para se dedicar a atividade física. Marcelo Jaime, professor de Bio Suspension Training da Bio Ritmo Academia,  explica que todo o esforço feito no final de semana se perde totalmente, já que o organismo não assimila os efeitos dos exercícios como regulares.
A solução para aqueles que têm pouco tempo disponível é encaixar uma série de exercícios preventivos e de resistência pelo menos duas vezes por semana, com duração de meia hora cada. 
— O ideal é combinar exercícios que chamamos de globais, onde todos os grupos musculares são trabalhados simultaneamente, com exercícios feitos em suspensão, realizados em sistema de ancoragem com o auxílio de estruturas de apoio.
Além disso, o treino desses ainda melhora a postura e possibilita o aumento da capacidade aeróbia e a queima de 250 a 400 calorias, dependendo da intensidade do treinamento.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 9 de junho de 2011

EVIDÊNCIAS SUGEREM QUE EXERCÍCIO AERÓBIO NO CLIMATÉRIO PROMOVE REDUÇÃO DE PESO


Foto: Emílio Pedroso

Além disso, atividade otimiza os níveis de glicose e aumenta a densidade mineral óssea.

Mulheres em período da menopausa que fazem atividade física regular contribuem para o envelhecimento saudável e influenciam positivamente sua auto-estima, proporcionando melhor qualidade de vida e bem estar mental.
Em linhas gerais, as evidências sugerem que o exercício aeróbio no climatério promove redução de peso e gordura corporal, a melhora do VO2 máximo, otimiza os níveis de glicose e aumenta a densidade mineral óssea.
Estudos com exercícios anaeróbios também mostraram efeitos positivos em mulheres pós-menopausadas. Pesquisa com mulheres quando submetidas a 16 semanas de um protocolo de treinamento com pesos resultaram melhora geral da saúde e dos efeitos colaterais da fase.
É cada vez mais evidente que a atividade física quando bem orientada se torna o melhor meio de prevenção, manutenção e promoção para uma melhor qualidade de vida.

Fonte: Zero Hora

sábado, 21 de maio de 2011

Sete mitos e verdades sobre a prática de atividades físicas

Foto: Paulo Franken

Esclarecer dúvidas pode ajudar muito nos resultados da malhação


Quem nunca ouviu uma pessoa dizer que está fazendo atividades físicas com frequência, mas, ao invés de perder peso, está engordando? Ou ainda que está "se matando" para fazer abdominais e a sonhada barriga tanquinho não "chega" de jeito algum?
Esses são apenas alguns dos muitos mitos que rondam os corredores das academias de ginástica e, sem dúvida, esclarecê-los ajudará muito nos resultados da malhação.
Veja abaixo a lista dos principais mitos e verdades sobre a prática da atividade física.

1) Estou malhando com frequência e me alimentando bem, mas continuo engordando.
Mito.
Quando uma pessoa pratica exercícios com regularidade, ela ganha peso magro e diminui sua gordura corporal. Na balança, essa inversão muitas vezes não é percebida, mas, sem dúvidas, é notada quando a pessoa veste suas roupas, pois há diminuição nas medidas.
2) Para ter uma barriga tanquinho é preciso fazer abdominais todos os dias.
Mito.
Os músculos da barriga não são diferentes dos demais e, assim como os outros grupos musculares, precisam de 24 a 48 horas de descanso para ficarem fortes e enrijecidos. Além disso, não adianta fazer intermináveis séries de abdominais se a pessoa tem muita gordura na barriga. O exercício abdominal enrijecerá o músculo, mas ele ficará escondido atrás da gordura. Sem exercício aeróbio a gordura continuará no mesmo lugar.
3) É preciso malhar todos os dias para ganhar músculos rapidamente.
Mito.
Os músculos precisam descansar de 24 a 48 horas para se recomporem. Ao malhar todos os dias, a possibilidade de ocorrer uma contusão ou outro problema muscular é muito maior. O ideal é alternar musculação com exercícios aeróbios.
4) Os homens têm mais facilidade para ganhar massa muscular.
Verdade.
Graças ao hormônio masculino, a testosterona, os músculos dos homens se definem com mais rapidez do que nas mulheres. Dessa forma, os resultados da prática esportiva na ala feminina demoram mais tempo para aparecer e são mais sutis.
5) Quanto maior a dor após o treino, melhor o resultado.
Mito.
Sentir dor pode ser sinônimo de trabalho muscular excessivo ou realizado de maneira errada. O segredo para um programa de musculação eficaz é o aumento constante dos desafios, que pode ser feito por meio da variação do volume dos exercícios (número de repetições ou séries) ou da sua intensidade (aumento dos pesos ou cargas).
6) Como quero perder peso, o ideal é malhar sem comer.
Mito.
O corpo precisa de energia para funcionar. Sem comer, o corpo armazena gordura para conseguir se manter em funcionamento.
7) Musculação exige alimentação diferenciada.
Depende.
Para aumentar a massa, o corpo precisa de maior consumo de energia, vinda dos carboidratos, das proteínas e dos sais minerais. Se o cardápio do dia a dia for rico em nutrientes, não há necessidade de suplemento alimentar. Caso contrário, o ideal é buscar ajuda de um nutricionista.
O indivíduo poderá aproveitar o que a prática da atividade física tem de melhor ao realizar os exercícios corretamente. Sensação de bem-estar, melhora na autoestima e no estresse, bem como o auxílio no controle de diversas doenças e sua contribuição para garantir ossos, articulações e músculos sadios, serão as consequências.
 Fonte: Zero Hora